segunda-feira, 4 de junho de 2018













Ditadura, corrupção e impunidade. Democracia e prisão
Paulo Maluf (PP-SP) é o político-símbolo da corrupção. Seus partidários o defendem com o “rouba, mas faz”.
Em 2017, o Supremo Tribunal Federal condenou o ex-deputado pelo crime de lavagem de dinheiro.
Segundo o Ministério Público, Maluf recebeu propina de contratos públicos com as empreiteiras Mendes Júnior e OAS quando foi prefeito de São Paulo, de 1993 a 1997.
Sua lista de escândalos é longa, desde que assumiu a prefeitura pela primeira vez, em abril de 1969, por nomeação do general Costa e Silva, à época presidente do Brasil.
É famosa a história de que teria corrompido os convencionais da Arena, o partido que apoiava a ditadura, para ser indicado governador do estado de São Paulo em 1979.
Como governador, foram muitos os rolos, sendo um dos mais conhecidos o Caso Lutfalla.
Usando de sua influência com os militares, Maluf conseguiu que o BNDE, banco federal à época do general Geisel, fizesse empréstimo à empresa de familiares de sua esposa, Sylvia Lutfalla Maluf, mesmo sabendo que o grupo empresarial estava em regime falimentar.
O empréstimo foi aprovado, a empresa faliu e o dinheiro do Tesouro Nacional foi perdido. Ninguém foi punido.
Foi preciso acabar com a ditadura, aprovar a Constituição de 1988, que criou e garantiu autonomia ao Ministério Público e independência ao Judiciário, para que Maluf fosse finalmente julgado e condenado por um dos seus crimes.
Só os tolos e ignorantes, manipulados por mal-intencionados, acreditam que ditaduras combatem a corrupção dos amigos do rei.
A história do século XX demonstra que, quanto mais ditadura, mais corrupção.
Quanto mais democracia, isto é, Judiciário e Ministério Público independentes, oposição atuante no Congresso, imprensa livre e cidadãos vigilantes, menores são as chances da corrupção prosperar.
A democracia deve ser aperfeiçoada para tornar o Judiciário mais célere, a representação partidária mais fiel aos interesses da sociedade e os governos mais transparentes.
Ditadura nunca mais, nem na Venezuela nem no Brasil

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